⚔️ A Guerra Silenciosa da Aave
O que começou como uma mudança técnica virou um dos conflitos de governança mais importantes da história recente do DeFi.
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⚔️ A Guerra Silenciosa da Aave
No dia 4 de dezembro, a Aave anunciou uma alteração aparentemente trivial de swap de tokens na sua interface oficial: saiu a ParaSwap, entrou a CoW Swap.
Nada demais… à primeira vista.
Dias depois, porém, a comunidade percebeu que algo não fechava. As taxas geradas pelos swaps realizados não estavam mais indo para a tesouraria da DAO, mas sim para um endereço controlado pela Aave Labs.
Enquanto a Aave DAO governa o protocolo on-chain, a Aave Labs é uma empresa centralizada que presta serviço para a DAO: constrói, mantém e opera a interface e os produtos ao redor do protocolo.
As estimativas de valores circulam em torno de US$ 200 mil por semana, algo próximo de US$ 10 milhões por ano.
Até então, essa receita sempre foi tratada como valor coletivo da DAO, pertencente em última instância aos holders do token AAVE.
E do nada, sem passar por governança e sem uma comunicação clara com a comunidade, esse arranjo mudou.
Stani Kulechov, fundador da Aave, defendeu publicamente o redirecionamento. O raciocínio era claro:
O core da Aave é o mercado de empréstimos. Swaps são uma funcionalidade extra, embutida na interface que é construída, mantida e financiada pela Aave Labs.
Além disso, qualquer pessoa pode criar seu próprio front-end utilizando o protocolo da Aave.
Logo, na visão da Labs, faria sentido monetizar esse serviço adicional.
Tecnicamente, o argumento é defensável, mas politicamente, a situação é bem mais delicada. Ainda mais porque a mudança foi feita sem aviso ou debate.
O contra-argumento da comunidade era que, na prática, quase todos os usuários acessam a Aave via seu domínio oficial, app.aave.com, controlado pela Aave Labs, mas associado ao protocolo e a DAO.
A partir de meados de dezembro, o conflito saiu dos fóruns informais e passou a se materializar em propostas de governança criadas pela comunidade.
Primeiro, surgiu a alternativa mais equilibrada:
Transferir domínios, direitos de marca e perfis em redes sociais para uma entidade controlada pela DAO e manter a Aave Labs como operadora desses ativos, atuando como prestadora de serviço sob um mandato claro.
Menos de 24 horas depois, surgiu uma segunda proposta, muito mais agressiva.
Ela defendia a reivindicação total da marca, do IP e das interfaces da Aave e a possibilidade de ação legal contra a Aave Labs.
Nesse momento, o fórum da Aave estava dividido. As discussões se estenderam, ganharam dezenas de respostas, mas não havia consenso.
Foi nesse vácuo, com a conversa ainda em aberto, que aconteceu o movimento mais controverso de toda a história.
A Aave Labs levou a proposta moderada de realinhamento para votação em Snapshot.
O voto foi marcado para ocorrer entre os dias 22 e 25 de dezembro. Um período curto, sem amadurecimento suficiente do debate e, pior, durante uma semana em que boa parte do mercado está desconectada, passando tempo com a família.
O próprio autor da proposta se manifestou publicamente contra o voto, afirmando que não concordava com a ida à votação naquele momento.
Tecnicamente, a decisão estava nas regras do processo, mas foi politicamente vista como uma quebra grave de confiança na governança.
Quando o snapshot se encerrou, o placar chamou a atenção:
O dado mais relevante não foi o “não”, foi a abstenção massiva, usada como forma explícita de protesto contra o processo.
Na prática, uma parcela significativa dos holders escolheu não legitimar o voto.
Enquanto isso, o mercado reagia: O token AAVE caiu cerca de 20–25% e baleias reduziram posição.
Com isso o processo de governança saiu enfraquecido, mesmo sem nenhuma regra ter sido quebrada.
Depois disso, no dia 2 de janeiro, Stani publicou o texto “How Aave Will Win”.
O tom era outro, menos confronto e mais visão de longo prazo.
Em vez de responder diretamente às críticas, o texto reposiciona a narrativa: foco em escala institucional, novos produtos e crescimento do ecossistema.
Ainda assim, dois compromissos se destacaram no texto:
Compartilhar com os holders a receita gerada fora do protocolo
Estabelecer guardrails claros para proteger a DAO no que diz respeito à marca e à interface
O movimento foi um sinal de reaproximação com a comunidade após semanas de tensão, mesmo com os compromissos sem ter um cronograma definido e mecanismos claros de execução.
Essa não é a primeira vez que surgem tensões entre Labs e DAOs no DeFi.
Já vimos isso na Uniswap, por exemplo.
Mas na Aave, o contexto é outro. A governança é mais politizada e mais ativa.
Por isso, o engajamento foi maior e a indignação também.
Esse conflito reacende uma pergunta que todo protocolo DeFi maduro precisa responder: quem decide, quem executa e quem captura valor?
Enquanto essa resposta não for clara, o código pode estar perfeito, mas a governança continuará sendo o ponto mais frágil do sistema.
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