🧨 Como Destruir a Confiança Em Um ICO
O caso Trove e a sequência de decisões que transformou hype em colapso.
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🧨 Como Destruir a Confiança Em Um ICO
A proposta da Trove era, no mínimo, intrigante. Criar uma perp DEX para ativos ilíquidos, como cartas Pokémon, skins de CS e relógios de luxo. Tudo isso com alavancagem de 5x a 10x.
Ela foi construída em cima da Hyperliquid, por um time 100% anônimo e recebeu uma atenção de destaque por parte da comunidade, que se viu empolgada com as possibilidades que se abririam.
O time divulgava números agressivos: mais de US$ 1 bilhão em volume de testnet e cerca de 24 mil usuários experimentando a plataforma.
Mas o problema veio à tona no momento de seu ICO.
Ele abriu no dia 8 de janeiro com o objetivo de levantar US$ 2,5 milhões, a um FDV de US$ 20 milhões.
O resultado superou qualquer expectativa. Em poucos dias, US$ 11,5 milhões foram arrecadados, encerrando a venda 460% acima do alvo inicial.
Tudo corria melhor que o esperado. Até que, faltando cinco minutos para o encerramento do ICO, algo mudou:
O time editou o contrato inteligente do projeto, estendendo o período por mais 5 dias. Tudo isso sem aviso ou consulta à comunidade. Essa red flag transformou completamente a percepção de um lançamento bem-sucedido.
O comunicado oficial veio só depois, em forma de tweet, quando a desconfiança já estava instalada.
Nesse intervalo, mercados da Polymarket ligados diretamente ao ICO registraram uma enxurrada de novas apostas. Centenas de milhares de dólares entraram minutos antes do anúncio público, levantando suspeitas de uso de informação privilegiada.
Logo após a extensão, um trader apostou que a arrecadação total ultrapassaria US$ 15 milhões, arriscando US$ 89 mil para ganhar pouco mais de US$ 200. A aposta fazia bastante sentido, desde que as regras permanecessem estáveis.
Mas elas não permaneceram.
Apenas uma hora depois, a Trove voltou atrás e cancelou a extensão. O resultado permaneceu em US$ 11,5 milhões. A aposta virou pó e seu prejuízo líquido ficou em torno de US$ 73 mil, queimados em minutos.
Mesmo depois da Trove admitir falhas de comunicação e reconhecer que a extensão havia sido mal executada, o erro já estava feito.
Pouco tempo depois, investigadores on-chain encontraram um novo problema, ainda mais difícil de explicar.
Carteiras ligadas a Trove começaram a vender grandes quantidades de $HYPE, o token nativo da Hyperliquid. Em menos de 24 horas, cerca de US$ 10 milhões foram despejados no mercado.
O detalhe é que o token $HYPE era peça central da tese original do projeto. Para operar na Hyperliquid, a Trove precisava fazer stake de uma quantidade relevante do token como garantia.
Questionado, o fundador negou controle sobre a carteira responsável pelo dump. Minutos depois, a mesma carteira voltou a vender.
Em paralelo, descobriu-se que o projeto realizou acordos não divulgados com influenciadores, com pagamentos mensais por exposição, alocações com desconto e shills não declarados. Nada disso era público.
E para fechar, US$ 45 mil de fundos de investidores-anjo ainda foram rastreados indo para uma carteira de cassino.
Nesse momento, a situação ficou insustentável. Decisões opacas, comunicação errática e incentivos desalinhados.
Nesta semana, a Trove anunciou o movimento final: abandono da Hyperliquid e migração para Solana. A justificativa oficial foi a saída de um parceiro de liquidez essencial, que inviabilizaria a permanência na Hyperliquid.
A tese que havia sustentado o ICO simplesmente deixava de existir. Quem entrou acreditando em uma perp DEX construída sobre a Hyperliquid agora se via diante de um projeto refeito às pressas, em outra chain, com um escopo ainda indefinido.
O TGE, que já era aguardado com tensão, finalmente aconteceu depois de alguns adiamentos.
O token TROVE estreou na Solana e despencou mais de 95% em minutos. A FDV implícita de cerca de US$ 20 milhões evaporou para bem abaixo de US$ 1 milhão.
Após o TGE, a Trove afirmou que reteria cerca de US$ 9,4 milhões e faria reembolsos parciais, uma fração do total arrecadado. Para muitos participantes, a mudança material de roadmap exigia devolução integral.
A Trove negou tratar-se de exit scam e afirmou que “não está desaparecendo”. Mas, a essa altura, a percepção do mercado sobre o projeto já havia mudado.
O produto até poderia ser reconstruído, mas a confiança do mercado, não.
Hoje, a aposta que existe na Polymarket é se o founder do projeto será preso até 31 de marçou ou não. As chanches estão em 14% atualmente.
E assim se destrói completamente a confiança do mercado durante um ICO que tinha tudo para dar certo.
Será que o projeto ainda tem solução… ou a história da Trove já terminou antes mesmo de começar?
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