🇰🇵 Eles Foram nas Conferências, Apertaram Mãos e Roubaram US$285 Milhões
Como hackers norte-coreanos passaram 6 meses fingindo ser uma firma de trading pra drenar a a maior DEX de perpétuos da Solana em 12 minutos
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🇰🇵 Eles Foram nas Conferências, Apertaram Mãos e Roubaram US$285 Milhões
A Drift é a maior DEX de futuros perpétuos da Solana. Ou era até 1º de abril. Nesse dia, o protocolo perdeu US$285 milhões em 12 minutos.
Mas por trás disso rolou uma operação de inteligência estatal que durou seis meses, envolveu encontros presenciais em pelo menos três conferências internacionais e custou mais de US$1 milhão em capital investido — tudo bancado por um grupo ligado ao governo da Coreia do Norte.
O atacante submeteu 31 transações na Solana usando um mecanismo legítimo que mantém transações pré-assinadas válidas por tempo indeterminado. Duas transações, com quatro slots de diferença, tomaram o controle administrativo do Security Council da Drift.
Quando a equipe percebeu, já era tarde. O protocolo inteiro foi congelado - e continua até hoje.
🎭 A Firma que Nunca Existiu
Tudo começou em setembro de 2025, numa conferência cripto.
Um grupo se apresentou como uma firma de quant trading interessada em integrar com a Drift. Tecnicamente fluentes, com históricos profissionais verificáveis e familiarizados com a arquitetura do protocolo.
Criaram um grupo no Telegram e começaram conversas sobre estratégias de trading e integrações de vaults.
Nos meses seguintes, essas mesmas pessoas apareceram presencialmente em múltiplas conferências, em múltiplos países, sempre buscando os mesmos contribuidores da Drift.
Próximo à virada de ano, a firma falsa deu o passo decisivo: abriu um vault de gestão ativa na Drift. Preencheram formulário com detalhes da estratégia, participaram de sessões de trabalho e depositaram mais de US$1 milhão do próprio bolso.
Pra Drift, aquilo era padrão. É exatamente assim que firmas de trading interagem com protocolos DeFi.
💻 O Repositório Envenenado e o App Falso
A infiltração social abriu caminho pra dois vetores de comprometimento técnico.
O repositório envenenado. A firma de fachada compartilhou um repositório de código sob o pretexto de construir um frontend pro vault deles. Um contribuidor da Drift clonou e abriu o projeto no VS Code. Fim. Não precisou clicar em nada, aceitar nenhum prompt, dar nenhuma permissão. O repositório continha um arquivo com uma funcionalidade do VS Code que executa código automaticamente ao abrir uma pasta, sem nenhum aviso pro usuário.
O app falso. Outro contribuidor foi convencido a baixar um app via Apple TestFlight — a plataforma de beta testing da Apple que ignora completamente a revisão de segurança da App Store. O app foi apresentado como o produto de carteira da firma.
Quando o hack foi executado em 1º de abril, os atacantes apagaram simultaneamente todo o histórico do Telegram e removeram o malware dos dispositivos comprometidos.
🔑 A Multisig Sem Trava
Aqui está o detalhe que transformou comprometimento de dispositivos em US$285 milhões roubados.
A Drift operava um multisig 2-de-5 via Squads Protocol. Ou seja, bastavam duas assinaturas de cinco para autorizar transações. Em 27 de março, quatro dias antes do ataque, a Drift migrou essa multisig para uma nova configuração com timelock zero. Sem nenhum período de espera entre assinatura e execução.
Os atacantes já tinham comprometido dois dos cinco signatários. As transações maliciosas foram pré-assinadas e ficaram dormentes por mais de uma semana até o dia D.
🇰🇵 O Fantasma já Conhecido
A equipe de segurança SEAL 911 — que inclui Taylor Monahan, referência em investigação on-chain — atribui o ataque ao UNC4736, um grupo hacker ligado ao governo norte-coreano. É o mesmo grupo por trás do hack da Radiant Capital em 2024.
A evidência principal é dupla.
On-chain: os fluxos de fundos usados para preparar e testar a operação Drift rastreiam diretamente até carteiras do ataque à Radiant Capital, de outubro de 2024 — quando US$50 milhões foram roubados via engenharia social pelo Telegram.
No operacional: as personas usadas na campanha Drift se sobrepõem a atividade conhecida da Coréia do Norte.
Um detalhe crucial do relatório da Drift:
“Os indivíduos que apareceram presencialmente não eram cidadãos norte-coreanos.” A Coréia do Norte usa intermediários terceirizados pra relacionamento presencial — pessoas com identidades inteiramente fabricadas, incluindo históricos de emprego, credenciais profissionais e redes no LinkedIn que resistem a escrutínio.
A Mandiant foi contratada pra investigação forense, mas ainda não emitiu atribuição formal. O FBI também não se pronunciou publicamente.
💸 232 Milhões em USDC e a Circle Não Fez Nada
Depois do roubo, os tokens foram rapidamente trocados por USDC via Jupiter. Aproximadamente US$232 milhões em USDC foram enviados da Solana pra Ethereum via CCTP da Circle. Mais de 100 transações ao longo de seis horas consecutivas, durante horário comercial nos EUA.
A Circle não congelou nada.
A justificativa oficial: a Circle só congela ativos quando exigido legalmente — por sanções ou ordem judicial.
Na outra ponta, o atacante converteu parte dos fundos em ~129.000 ETH distribuídos em quatro carteiras. Parte foi roteada via Tornado Cash, Hyperliquid e Wormhole.
A Drift ainda mandou mensagens on-chain pras carteiras do hacker em 3 de abril: “Estamos prontos pra conversar.” Nenhuma resposta.
🌊 O Efeito Dominó
O impacto foi além da Drift. Mais de 20 protocolos Solana com exposição direta foram afetados. O TVL da Drift caiu de ~US$550 milhões pra ~US$232 milhões. O token DRIFT derreteu mais de 40%, batendo mínima histórica perto de US$0,033, queda de 98,5% em relação ao pico de novembro de 2024.
A Solana Foundation reagiu em 7 de abril lançando o programa STRIDE — avaliações de segurança estruturadas pra protocolos com TVL acima de US$10 milhões, com monitoramento 24/7 pra quem passa de US$100 milhões. Também criou o SIRN (Solana Incident Response Network), uma rede de resposta rápida com OtterSec, Neodyme e Squads como membros fundadores.
No front jurídico, o escritório Gibbs Mura abriu investigação pra class action em nome dos investidores afetados.
🧠 A Lição que a Drift Ensinou Pro Mercado Inteiro
Desde 2017, hackers norte-coreanos já acumularam mais de US$7 bilhões em cripto roubado. Foram US$660 milhões em 2023, US$1,34 bilhão em 2024 e US$2,02 bilhões em 2025. A Casa Branca estima que metade do programa de mísseis da Coreia do Norte é financiado por cyberataques e roubo de cripto.
A Drift não foi hackeada por ter código ruim. Os smart contracts passaram por auditorias da Trail of Bits e ClawSecure. O ataque explorou o que nenhuma auditoria cobre: as pessoas que controlam as chaves.
Taylor Monahan colocou da forma mais direta possível: “A profundidade da operação me faz pensar que eles já têm múltiplos outros times na mira.”
Se a Coreia do Norte investiu seis meses e US$1 milhão pra infiltrar um protocolo, quantos outros estão comprometidos agora sem saber?
A lição mais prática? A própria Drift resumiu no post-mortem: audite quem tem acesso a quê, revise seus processos, e trate cada dispositivo que toca uma multisig como um alvo em potencial.
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